Premiação será abrilhantada com palestra sobre filmes de suspense

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A premiação do Festival de Vídeo será no dia 30 de novembro. Além de premiar os vencedores das categorias, teremos a palestra intitulada Filmes de suspense: por que nos divertimos com o sofrimento de personagens?, ministrada por Thiago Henrique Ramari, da Universidade Estadual de Londrina (Londrina-PR, Brasil). O evento acontece no auditório 1, da Famma, às 19h15.
RESUMO: O suspense é um dos gêneros mais populares do cinema. Não raro, a cada novo filme que chega às salas comerciais, o cenário se repete: o público comparece em peso e, durante a exibição, diverte-se com a tortura e com as mortes de personagens inocentes. O objetivo desta palestra é explicar por que nós, espectadores, sentimos prazer diante de acontecimentos desse tipo na esfera da ficção, acontecimentos que, se ocorressem nas nossas vidas, certamente nos causariam dor e traumas diversos. Para exemplificar os conceitos que serão expostos, vamos trabalhar com o longa-metragem Violência Gratuita (tanto a versão austríaca, de 1997, como a norte-americana, de 2007), do cineasta austríaco Michael Haneke (1942-). Esta obra é relevante para a discussão proposta, porque adere a uma escola conhecida como contracinema, cujo alvo principal é fazer com que a plateia reflita sobre uma determinada questão – neste caso, sobre a nossa ética como consumidores de imagens de violência por mero entretenimento. Observamos que, neste título, tal encaminhamento reflexivo só é possível porque o realizador faz um uso diferenciado, isto é, anti-hollywoodiano, dos apartes (quando um personagem olha diretamente para a câmera a fim de se reportar à audiência) e das possibilidades de catarse (alívio sentido pelo público após momentos de clímax). Este uso também mostra como a linguagem cinematográfica é viva e deve ser experimentada de diferentes formas, de acordo com as intenções do cineasta.

Thiago Henrique RamariQuem é o convidado?
Thiago Henrique Ramari é mestrando em Comunicação pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Possui graduação em Comunicação Social - Jornalismo e pós-graduação lato sensu em Docência no Ensino Superior, ambas pelo Centro Universitário Cesumar (UniCesumar). A pesquisa corrente está focada na relação entre cinema e pós-estruturalismo francês. Devido à experiência de dez anos em redações de jornais impressos e digitais, também trabalha com cultura, jornalismo literário e hardnews, jornalismo impresso e webjornalismo.
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É doutoranda e mestra em Letras - Linguística/ Análise de Discurso, no Programa de Pós-Graduação em Letras da UEM (PLE/UEM). Graduada em Letras pela Universidade Estadual do Paraná. Participa do Grupo de Estudos em Análise do Discurso da UEM (GEDUEM/CNPq. Professora e tutora, modalidade semipresencial, nos cursos de graduação em Jornalismo e Publicidade e Propaganda, da Faculdade Metropolitana de Maringá (FAMMA). É coordenadora do projeto de extensão Festival de Vídeo, nas mesma IES. Possui MBA em Gestão de marketing e mídias sociais e experiência no mercado de comunicação.

Autor: Tacia Rocha

É doutoranda e mestra em Letras - Linguística/ Análise de Discurso, no Programa de Pós-Graduação em Letras da UEM (PLE/UEM). Graduada em Letras pela Universidade Estadual do Paraná. Participa do Grupo de Estudos em Análise do Discurso da UEM (GEDUEM/CNPq. Professora e tutora, modalidade semipresencial, nos cursos de graduação em Jornalismo e Publicidade e Propaganda, da Faculdade Metropolitana de Maringá (FAMMA). É coordenadora do projeto de extensão Festival de Vídeo, nas mesma IES. Possui MBA em Gestão de marketing e mídias sociais e experiência no mercado de comunicação.

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